Priscila Loch
Tubarão
Não ‘viveu’ nem 12 horas a segunda placa colocada na cabeceira da Ponte de Congonhas como forma de protesto pela demora do início da construção da travessia de concreto. Assim como o outdoor montado na quinta-feira da semana passada, que sumiu no fim de semana, o segundo painel ficou visível apenas entre 7h30min e 19h30min de quarta-feira e simplesmente desapareceu.
O próprio empresário Riberto Lima, o Beto, que deu nome ao movimento responsável pela confecção e colocação das placas, foi quem percebeu o novo sumiço. “Um conhecido meu passou por lá pouco depois das 18 horas e o outdoor ainda estava. Eu passei por depois das 19 e já não estava mais. Por pouco que não pego no flagra”, conta Beto.
Os dois painéis custaram mais de R$ 2 mil, e são vistos como investimento, e não como prejuízo. “Deu bastante repercussão, que era nosso principal objetivo. Agora o que esperamos é que o povo de Jaguaruna e Tubarão pense bem antes de votar neste domingo. É esta a resposta que podemos dar a quem não fez esforço para executar esta obra”, acrescenta Beto.
O pessoal do movimento Cai Aqui, Beto ainda não sabe se providenciará outro mural de protesto antes das eleições. Uma coisa é certa: ninguém vai descansar enquanto não ver a nova ponte ‘de pé’.
Nada de obra
Não há previsão de quando a nova Ponte de Congonhas sairá do papel. O projeto precisou ser readequado, o serviço foi contratado pela prefeitura de Jaguaruna há mais de três meses, mas até agora não foi finalizado.
Inclusive, não se descarta a hipótese de ter que começar a fazer as alterações no projeto do zero. A travessia terá 60 metros, e o projeto inicial previa 15 metros a menos. Por isso a necessidade de alteração. Somente depois disso será possível começar a obra.
Será preciso alterar também o tamanho dos pilares de sustentação e o modelo da ponte. Conforme a sondagem do rio, a profundidade é maior do que o projeto previa. As estacas só serão fincadas com segurança a mais de 34 metros abaixo d’água, valor além do estimado (menos de 30 metros).
A travessia de concreto será construída ao lado da estrutura de madeira (do lado esquerdo de quem segue de Tubarão para Jaguaruna). Como a ponte será mais extensa que o previsto, provavelmente será necessário pedir um aditivo financeiro, que deve ser bancado pelas administrações municipais.

